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SSMovie: A Culpa é das Estrelas



O mundo não é uma fábrica de realização de desejos, porque se fosse, o câncer (qualquer tipo da câncer) seria 100% curável. Alguns infinitos são maiores que outros, porque se fossem iguais, toda a matemática seria perfeita demais, coisa que a vida não é. Todos deveríamos ter um amor que durasse, pelo menos, até o fim da vida, porque antes disso, não há um prazo razoável. 

Eu poderia citar e complementar citações de A Culpa é das Estrelas por uma eternidade e, ainda assim, não diria o que essa historinha sobre o amor adolescente que cresce no ritmo das células cancerígenas significa para mim. Existe vida após os créditos de um filme como A Culpa é das Estrelas? Sim, porque o esquecimento é inevitável e, em algum momento, seguimos com a vida. Mas o ponto é, como pode um livro com uma mensagem tão forte e clara, e tantas metáforas, ser tão bem adaptado para as telas? Posso ter a visão parcial de quem se sentiu pessoalmente encantada pelo livro, mas talvez esta seja justamente a razão ideal. Não costumo dizer que as coisas são perfeitas. Tudo o que o homem toca é imperfeito, mas algumas obras deixam bem claro que temos potencial; que talvez, estejamos quase lá, prestes a compreender o quanto as peculiaridades do nosso universo são incontáveis e, ao mesmo tempo, tão previsíveis.
Bom, tenho certeza de que vocês não querem ler minhas divagações, por isso, vamos ao filme!

SSBookNews: Maiores revelações de janeiro

O ano mal começou e já tivemos uma boa quota de novidades literárias. Pensando nisso, resolvi fazer uma retrospectiva do que vimos ao longo do primeiro mês de 2014. Vamos lá?



Trailer do filme A Culpa é das Estrelas



Sim, eu surtei. Chorei, gritei, assustei a Izzie (minha cachorrinha), mas fiquei muito, muito feliz com o pouco que vi. Mesmo com a baixa qualidade da imagem e do som, consegui apurar algo pelo qual não esperava: perfeição. Bem, imagino que esteja perfeito, já que vi que algumas das cenas mais lindas e importantes da história não foram esquecidas. Embora tenha gostado da escolha da Shailene, não estava convencida da semelhança, em vários sentidos, de Ansel com nosso inesquecível Gus. Estou muito feliz por ter estado enganada. Expectativas a mil por esse filme.

P.S. Quase esqueci do subtítulo bizarro (Doentes de Amor).

Resenha: A Culpa é das Estrelas, de John Green



O burburinho começou há cerca de um ano, quando minha timeline não literária se encheu de citações e comentários românticos sobre um tal de A Culpa é das Estrelas. Na época, percebi que a faixa etária de leitores do tal livro não passava dos quinze anos, o que me fez pensar: o que, diabos, tem nesse livro? Como fã de distopias e sobrenatural, o livro de John Green, até então, desconhecido para mim, não poderia ser menos atraente. Sick Lit são tristes, melancólicos e sem propósito algum, especialmente quando o assunto em pauta é a morte eminente. Ok, ok. Esqueça tudo o que eu disse. A Culpa é das Estrelas (ACEDE) não é nada assim. É uma história linda, com personagens maravilhosos, na qual melancolia se transforma em sorrisos e do drama nasce um amor verdadeiro.



A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.